Ser mãe muda tudo — o corpo, a rotina, os sentimentos, o tempo.
Mas no meio de tanta entrega, às vezes você sente que perdeu a mulher que era?
Aquela que tinha vontades próprias, silêncio, tempo pra si, até um pouco de leveza.
Agora, sobra pouco de você. E ainda vem a culpa por querer se reencontrar.
Você se doa em cada gesto, cuida, acolhe, resolve, ama — mas se sente sozinha no fim do dia.
Como se o mundo só enxergasse a mãe, e não mais a pessoa por trás desse papel.
Mas deixa eu te dizer: você não deixou de existir.
Você só está em pausa, tentando se manter de pé enquanto segura todos ao seu redor.
E sim, é possível ser mãe e, ao mesmo tempo, se permitir ser humana.
Você também precisa de cuidado. De escuta. De espaço pra sentir sem medo.
A terapia pode ser esse lugar onde a mulher por trás da mãe é vista, ouvida e respeitada.
Não pra anular a maternidade — mas pra te lembrar que você também importa.
Você não precisa escolher entre ser mãe ou ser você.
Pode ser as duas. E ser acolhida nas duas.